Desenvolvimento tecnológico subsidiado
Desenvolvimento que você não faz sozinho.
Pelo modelo EMBRAPII, o dinheiro público subsidia uma unidade de tecnologia e inovação credenciada para desenvolver o projeto junto com a sua equipe — recurso que você não devolve, pago diretamente à unidade que executa.
02
Quanto do seu projeto o subsídio cobre.
A fatia subsidiada muda conforme o porte da empresa — e os tetos mudam junto. Três cenários, com projetos de tamanho realista para cada porte:
Micro e pequena
maior coberturaaté ~90%*
faturamento até R$ 4,8 mi
- Projeto (exemplo)
- R$ 150 mil
- Subsidiado
- até ~R$ 135 mil
- Sua empresa
- a partir de ~R$ 15 mil
Trilha com o Sebrae: além dos até 50% da EMBRAPII, o Sebrae cobre até 70% da contrapartida da empresa.
Startup, pequena e média
até 50%*
faturamento até R$ 90 mi
- Projeto (exemplo)
- R$ 1,0M
- Subvenção EMBRAPII
- até R$ 500 mil
- Empresa + unidade
- o restante
Faixa de quem fica abaixo do limiar — e também de projetos cooperativos, empresas da região Norte de qualquer porte e projetos de defesa.
Média e grande
até 1/3*
faturamento acima de R$ 90 mi
- Projeto (exemplo)
- R$ 3,0M
- Subvenção EMBRAPII
- até R$ 1,0M
- Empresa + unidade
- o restante
Modalidade tradicional, sem trilha complementar — a contrapartida da empresa é a maior das três faixas.
* Percentuais conforme as condições publicadas pela EMBRAPII nas páginas das parcerias com o BNDES e com o Sebrae, consultadas em julho de 2026. A combinação da trilha com o Sebrae é resumida pela própria EMBRAPII como “custeamos até 90% do seu projeto de inovação” — são tetos ("até") e cada chamada e regulamento vigente pode alterá-los. Simulação ilustrativa: os valores de projeto foram escolhidos para representar cada porte e não são tetos nem médias. O corte de porte usa a receita operacional bruta anual, com limiar em R$ 90 milhões. Na trilha com o Sebrae há tetos por arranjo: R$ 150 mil para uma micro ou pequena; R$ 200 mil quando há uma média ou grande junto; R$ 300 mil para várias. Fora dessa trilha, o restante do custo se divide entre a empresa e a unidade de tecnologia e inovação, que também aporta — na composição auditada de 2024, 34% EMBRAPII, 50% empresa e 16% unidade. Não representa garantia de custo, de enquadramento ou de contratação.
03
O laboratório que você não precisa construir.
Toda empresa que desenvolve carrega ao menos um desafio tecnológico parado — o material que precisa ser testado, o módulo que precisa ser prototipado, a automação que nunca saiu do papel. Parado por uma conta que parece fechada: desenvolver exige laboratório e time técnico especializado, que a empresa não tem, e montar essa estrutura para um único projeto não se sustenta. Restam contratar o desenvolvimento a preço de mercado ou adiar outra vez.
Existe um terceiro caminho, e é o menos conhecido dos três: o modelo EMBRAPII. O dinheiro público subsidia uma rede de unidades de tecnologia e inovação credenciadas — institutos SENAI, universidades federais, USP, Unicamp, centros como CERTI e CPqD — para desenvolver o projeto ao lado da sua empresa. A bancada é da unidade, o time técnico é da unidade, e o risco da fase mais incerta é dividido. O projeto nasce da demanda da empresa — não de um edital — e é contratado com a unidade no tempo dela.
É uma das maiores redes de tecnologia e inovação do país — e foi construída para desenvolver junto com a indústria, não à margem dela.
- 90 + 9
- unidades e centros credenciados, em 27 estados
- 2.584
- doutores, entre as 15 mil pessoas da rede
- R$ 7,7 bi
- investidos em projetos desde 2013
- 3.914
- projetos contratados com 2.654 empresas
- 31%
- do portfólio em inteligência artificial
- ~60%
- dos projetos concluídos em 2024 geraram pedido de patente
O último número é o que mais diz sobre o modelo: na maior parte dos projetos concluídos sai tecnologia nova protegida — e a titularidade dela é definida em contrato, antes de o projeto começar.
A mecânica tem uma particularidade que vale entender: o recurso não é depositado na empresa. Ele flui pela unidade, que contrata e executa, e cobre apenas o custeio do desenvolvimento — não há compra de máquina, obra ou ativo. Em contrapartida, a conta do P&D muda de patamar: o subsídio cobre uma fatia que varia conforme o porte da empresa, a unidade entra com laboratório e time técnico, e o desenvolvimento acontece com a estrutura que a empresa não precisou montar.
04
Para quem faz sentido
Para a empresa diante de um desafio tecnológico real — aquele em que ainda não se sabe se a tecnologia vai funcionar, e descobrir exige laboratório, método e competência técnica que a empresa não tem internamente. O sinal de reconhecimento costuma ser o mesmo: o projeto que a diretoria adia há dois anos, não por falta de convicção, mas por falta de instrumento.
Serve do porte pequeno ao grande, inclusive para quem já tem P&D próprio mas não naquela competência específica. A unidade entra com laboratório e time técnico e divide o risco técnico; as horas da sua equipe entram como contrapartida, acompanhando o desenvolvimento. E a fatia subsidiada varia com o porte: nas micro e pequenas empresas há trilhas em que ela cobre quase todo o custo do projeto. Sem edital, o calendário é o da empresa.
Não é o caminho de quem precisa comprar máquina, construir ou expandir: aqui o recurso paga o desenvolvimento executado com a unidade, nunca ativos para a empresa — ativo e escala são território do crédito subsidiado. E quando o desenvolvimento deve acontecer dentro da sua própria equipe, com o recurso na conta da empresa, o desenho adequado é a subvenção. Este caminho existe para uma situação precisa: o desafio é da empresa, a estrutura é da unidade, e o risco é dividido.
05
Exemplos de projeto
Nenhum caso aqui é de cliente — são exemplos do tipo de projeto que este caminho existe para financiar. Reconheça o seu.
Produto · Energia
A bateria que hoje se importa.
Desenvolver uma célula de íon-lítio nacional exige eletroquímica, prototipagem e validação em escala pré-industrial — competências que quase nenhuma empresa mantém internamente. Projetos desse porte costumam ser estruturados em consórcio, com fabricantes dividindo a bancada com a unidade.
Produto · Química
O plástico que se decompõe.
Uma resina biodegradável obtida por fermentação, para substituir o plástico convencional em utensílios e embalagens. O desenvolvimento passa por cepa, processo fermentativo e escala — anos de bancada que uma unidade especializada em polímeros já tem montada.
Produto · Automotivo
O veículo a combustão que vira elétrico.
Um kit nacional de conversão que eletrifica um utilitário já em circulação, validado com milhares de quilômetros rodados. Powertrain, baterias e integração eletrônica são desenvolvidos no laboratório da unidade, a um custo bem abaixo do de uma eletrificação importada.
Serviço · Mineração
A barragem monitorada em tempo real.
Sensores sísmicos combinados com inteligência artificial para acompanhar a estabilidade da estrutura continuamente, no lugar da inspeção periódica. O que se desenvolve é o sistema — e ele passa a sustentar um serviço de monitoramento que antes não existia.
Serviço · Telecom
A rede que processa na borda.
Levar o processamento para a borda da rede, junto da operação, para que a decisão não dependa da ida e volta ao centro de dados. O desenvolvimento envolve arquitetura, hardware e software, e habilita serviços de baixa latência para a indústria.
Serviço · Aeroespacial
A navegação que dispensa o piloto.
Sistemas de navegação e pouso autônomo exigem confiabilidade, redundância e validação que só se obtêm em bancada especializada. É competência concentrada em poucas unidades no país — e acessível sem que a empresa precise construí-la do zero.
Processo · Siderurgia
O aço produzido sem carvão.
Substituir o carbono por hidrogênio como redutor altera a química do processo inteiro. É desenvolvimento de longo prazo e custo elevado para uma empresa isolada — por isso costuma ser estruturado como projeto cooperativo entre várias.
Processo · Óleo e gás
O poço que produz mais pelo mesmo.
Tratar corrosão e estimulação do reservatório para elevar a produtividade sem novo investimento em ativo. O desenvolvimento é laboratorial e de simulação, com resultado medido diretamente na curva de produção.
Processo · Bioeconomia
O resíduo que vira insumo.
Transformar o que hoje é descarte — caroço de fruta, rejeito de mineração, sobra de celulose — em fertilizante, cimento ou bio-óleo. Cada rota exige caracterização e prova em escala piloto, e é aí que a estrutura da unidade substitui um laboratório que a empresa não teria.
06
O que financia
O caminho mais focado dos três — custeio do desenvolvimento, executado com a unidade de tecnologia e inovação:
Equipe do projeto
Cobre
time técnico e bolsistas da unidade dedicados ao projeto; as horas da sua equipe entram como contrapartida
Protótipos, testes e certificações
Cobre
Material de consumo e insumos
Cobre
insumos da execução — não entra insumo que gere ganho financeiro
Serviços e consultoria técnica
Cobre com regra
serviços de terceiros com teto na casa de 30%
Viagens do projeto
Cobre
diárias e passagens da equipe de PD&I e da unidade
Software e licenças
Cobre com regra
como insumo do desenvolvimento — com frequência, o software é o próprio resultado
Equipamentos e instrumentos
Cobre com regra
no modelo tradicional não entra — usa-se o laboratório da própria unidade, e equipamento só embarcado no resultado, pago pela empresa. Há trilhas específicas, como a automotiva e a de TIC, que permitem a compra com teto
Máquinas, obras e instalações
Não cobre
obra civil é vedada em qualquer trilha; máquina de produção não é objeto do modelo
Propriedade intelectual e tecnologia
Não cobre
a propriedade intelectual do resultado é negociada com a unidade, em contrato
Capacitação e treinamento
Não cobre
Itens comumente financiáveis — a cobertura exata varia conforme o regulamento vigente no momento do pedido; a análise fina acontece quando a linha é escolhida.
A fronteira aqui é física: o recurso flui pela unidade e paga o desenvolvimento, nunca a compra de ativo para a empresa. Máquina, obra, equipamento e instalação ficam de fora, assim como crescimento sem risco tecnológico, capital de giro e folha da operação. O que este caminho cobre é exatamente a etapa que costuma interromper o resto: a travessia entre a dúvida técnica e a resposta. Mas a fronteira não é beco: o que este caminho não financia, outro capital financia. Nós entendemos com você qual capital tem vocação para o seu projeto.
O controle do projeto
Você não executa.Mas você aprova.
O recurso flui pela unidade e é ela quem desenvolve — o que costuma gerar a pergunta seguinte: como a empresa mantém o controle de um projeto que não executa.
Pelo plano de trabalho. O projeto é dividido em macroentregas, e cada uma só é dada por concluída quando a sua empresa assina o aceite.
Plano de trabalho
de 3 a 5 macroentregas
Cada macroentrega só é dada por concluída quando a sua empresa assina o aceite — e é o aceite que destrava a etapa seguinte.
Estrutura ilustrativa · o número e o conteúdo das macroentregas são definidos no plano de trabalho de cada projeto.
07
As condições, em números
Não devolve e não tem juros — o subsídio entra direto no custo do projeto:
Devolve?
Não
Sem juros — o subsídio é aplicado direto no custo do desenvolvimento.
Quem paga o quê
Três partes
O subsídio público, a unidade de tecnologia e inovação — que entra com laboratório e time técnico — e a sua empresa, com a contrapartida. A proporção varia com o porte.
O dinheiro
Vai à unidade
Vai direto para a unidade de tecnologia e inovação, que contrata e executa o projeto.
Valor e prazo
Por projeto
Dimensionados no plano de trabalho negociado com a unidade — variam conforme a trilha e o escopo.
Não tem certeza se o seu projeto se enquadra neste capital? Essa é a primeira pergunta que a conversa responde.
Agendar o diagnóstico do meu projeto08
Como se acessa
O trabalho decisivo é encontrar a unidade certa — a rede credenciada reúne institutos SENAI, universidades e centros de tecnologia em todo o país, cada um com competências próprias. Essa escolha pesa mais do que parece: o mesmo desafio produz resultados diferentes conforme o laboratório em que é desenvolvido. Definido o par, negocia-se escopo, prazo, custo e a propriedade intelectual do que for desenvolvido — se fica integralmente com a empresa ou se é dividida com a unidade. O plano de trabalho formaliza tudo em macroentregas.
Definição do desafio
Escolha da unidade com a competência certa
Proposta técnica: escopo, prazo e custo
Negociação da propriedade intelectual
Plano de trabalho e contrato
Execução por macroentregas, com aceite a cada etapa
Encerramento
Quem analisa e decide
A análise e a decisão são da unidade credenciada e da entidade que subsidia — são elas que avaliam mérito e enquadramento, e ninguém sério promete enquadramento garantido. E há um ponto que não se resolve na análise, e sim na mesa: a propriedade intelectual do que for desenvolvido é negociada diretamente entre a sua empresa e a unidade, sem mediação de terceiros. É o ponto mais sensível desta operação — define se a tecnologia fica com a empresa ou é dividida. O que está ao alcance é o que fazemos: chegar a essa conversa com o desafio bem formulado, o plano de trabalho estruturado, a unidade certa e a posição de propriedade intelectual definida — a diferença entre uma ideia apresentada e um projeto pronto para começar.
A janela de acesso
Disponível o ano todo,sob a sua demanda.
Não há chamada pública a esperar nem janela a perder: o acesso fica aberto o ano inteiro, e o projeto parte da demanda da sua empresa.
O que define o início não é o calendário de um edital, e sim a maturidade do projeto e a escolha da unidade com a competência certa.
Janela de acesso
sem chamada pública
Ilustração do modelo de acesso — cada unidade tem o seu próprio rito de contratação.
09
Próximo passo
Um desafio tecnológico adiado não fica mais barato com o tempo, apenas mais urgente. É isso que muda com a Runway: entendemos o seu projeto, encontramos na rede credenciada a unidade com a competência que ele exige, estruturamos o plano de trabalho e conduzimos a negociação dos termos — a começar pela propriedade intelectual, que define de quem fica a tecnologia no fim. O Diagnóstico de Capital é onde isso começa: 30 minutos com um especialista, agendados pelo WhatsApp.
A análise e a decisão de cada projeto são do agente financiador — a agência de fomento, o banco ou a instituição que avalia.